Da Base

01:58 | 16/11/2018
Brasil
  • Precisamos falar do sucesso dos baianos; principalmente dos que estão no Palmeiras

    por Jiovani Soeiro em 4.out.2018 às 9:34h

    O futebol de base no Brasil vem sofrendo intervenções positivas e interessantes nos últimos anos.

    A começar pela mobilização de dirigentes para a construção de um calendário digno e a consequente atenção dada pela CBF. Palmas!

    A própria imprensa também tem se mobilizado mais. Essa mudança na organização gerou mais competições de um bom nível e, com isso, possibilidades novas de retorno para patrocinadores e empresas de transmissão.

    O futebol de base, de fato, chegou na casa do brasileiro.

    E, com mais investimento e tesão dos clubes em viver, efetivamente, as categorias iniciais, a movimentação de profissionais de um clube para o outro se tornou cada vez mais intensa.

    Aquele discurso de “a função da base é revelar” tem mudado. Todo mundo quer – também – ganhar competições.

    Então, os bons (ou não tão assim) profissionais viraram personagens de notícias (aqui no site, por exemplo). E, de um tempo pra cá, as que me chamaram bastante atenção foram aquelas vindas do Palmeiras.

    Depois da chegada do baiano João Paulo Sampaio ao comando da base alviverde, vários profissionais conterrâneos do gestor chegaram também.

    Estão no clube, além dele: Wesley Carvalho (treinador do sub-20), Gilmey Aymberê (auxiliar técnico do sub-20), Ricardo Palmeira (treinador de goleiros do sub-20), Hamilton Mendes (treinador do sub-16), Sergio Passarinho e Dedimar Coutinho (captação) e Elieser Ferreira (roupeiro).

    Bom? Sim. Excelente! Nos últimos anos, o Palmeiras assumiu o protagonismo no futebol de base do país. É líder do Ranking DaBase, por sinal.

    Profissionais baianos são destaque no Palmeiras (Foto: DaBase.com.br)

    Atletas foram revelados. Mas o cheirinho de título (com título, não só o cheirinho) é algo permanente no Porco.

    A pergunta é: Por que será que essa tropa pra lá de competente não “serviu” pros clubes baianos?

    Prefiro acreditar que eles estão em sobra no mercado.

    O Bahia passou por uma reformulação recente e tem um misto de pratas da casa e de fora. Ainda acho que pode aproveitar mais essa galera da “terrinha”.

    No Vitória, segue a tradição de também lançar profissionais ao mercado. Por isso, muito filho da terra.

    As feras do Leão de Salvador, aliás, tem uma nova oportunidade de mostrar valor. Vem aí mais uma final. A do Brasileiro Sub-20. Contra quem? Contra o Palmeiras dos baianos.

    É certo, então, que teremos comemoração regada a muito dendê.

    Fica, aqui, portanto, a reflexão: será que o melhor remédio para os baianos não são os próprios baianos?

    O paulista Palmeiras parece ter a resposta.

  • Jogador de futebol e formador de opinião. Sim, ainda é possível!

    por Jiovani Soeiro em 6.nov.2016 às 3:48h

    Há alguns dias, perdemos o maior capitão que o futebol brasileiro já teve.

    Morreu Carlos Alberto Torres: referência tática, técnica e psicológica de toda uma geração. Líder nato. Respeitado mundialmente.

    Isso gerou uma discussão interessante, encabeçada pelo colega André Rizek, do Sportv, que criticou os jogadores da atual seleção brasileira (Gabriel Jesus foi a exceção) por não se expressarem – especialmente nas redes sociais – sobre a morte do Capita. (veja aqui)

    Concordo com o Rizek. Com certa frequência, critico os “robôs” que ajudamos, diariamente, a formar. E não é só no futebol.

    As minhas andanças e trabalhos no meio do esporte, me fizeram concluir: os ATLETAS no Brasil não são preparados para serem formadores de opinião.

    Antes de falar sobre os atletas, é interessante destacar o “formadores de opinião”.

    Eu, você, o zelador do prédio, nossos pais, a tia costureira, o empresário e/ou o presidente da República. Todos nós, de alguma forma, somos formadores de opinião. Todos nós somos autoridades em determinados assuntos.

    E quem é pessoa pública, quem tem fãs, quem tem um grande número de seguidores, é ainda mais formador de opinião. Leia-se formar opinião como a capacidade/posição de influenciar uma outra pessoa com seus gestos, palavras e atitudes.

    Sendo assim, fica fácil de entender porque um jogador de futebol, especialmente no Brasil, é um formador de opinião natural.

    Acontece que a maioria deles cresce com todos os mimos possíveis que uma pessoa pode ter. Os clubes, as famílias, os empresários, a imprensa e os falsos amigos dão ao atleta a impressão enganosa de que ele pode tudo e que ele é um super herói (ou está nesse caminho), de forma que o que importa é aquilo e tão somente aquilo que está ao redor dele. O além não tem qualquer relevância.

    Você que está lendo este texto, pode fazer o teste. Pergunte a três atletas sobre o que acham a respeito da situação político-econômica do país.

    Feito isso, me ajude a espalhar a necessidade de trabalharmos nossos atletas para serem atores sociais, para estarem prontos para debates de um mundo que não seja aquele que ele vive diariamente.

    É educação. É doutrinação.

    Assim como temos o poder de mostrar que o atleta é um fenômeno (mesmo que de forma enganosa) em campo, nas quadras, nas águas, na prática do esporte dele, temos também poder e, principalmente, o dever de influenciá-lo a seguir os passos de atletas como Sócrates, Guga Kuerten, Wladimir e, mais recentemente, de Gabriel Jesus.

    É o jogo além do jogo.

    Se posicionar também faz parte da vida de um ser humano de sucesso. Vigiemos.

    Sócrates é considerado um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Fora dos campos, militou pela democratização do futebol e participou do movimento pelas Diretas Já, no Brasil, nos anos de 1980. (Foto: Reprodução)

    Sócrates é considerado um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Fora dos campos, militou pela democratização do futebol e participou do movimento pelas Diretas Já, no Brasil, nos anos de 1980. (Foto: Reprodução)

  • Me ajudem: formem líderes!

    por Jiovani Soeiro em 22.ago.2016 às 11:40h

    Neymar ter renunciado ao posto de capitão da seleção brasileira é perfeitamente aceitável.

    Não é todo mundo que suporta tamanha responsabilidade e pressão. E ter humildade pra reconhecer isso é mais que necessário.

    É que pra sempre – eu disse SEMPRE -, o capitão da seleção brasileira deverá ser referência de força técnica, tática, moral e psicológica.

    Penso que devamos estar satisfeitos com o atual camisa 10 ser um top 5 do mundo tecnicamente. É diferenciadíssimo e isso basta, né?!

    Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/CBF

    Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/CBF

    Mas a problemática aqui não é Neymar. É a geração que temos e a que está por vir no quesito liderança. Quem está pronto pra assumir a faixa de capitão da seleção brasileira?

    Já tem tempo que não surge um Rogério Ceni, que faz e fala pelo grupo com respaldo em todos os sentidos; um Lúcio, daqueles xerifes que impõem respeito até na mãe do árbitro jamais vista; ou um Carlos Alberto Torres, que era isso tudo e mais um pouquinho.

    É preciso formar líderes também. Mas essa responsabilidade precisa ser dividida.

    Começa em casa, com a educação familiar.

    O clube, por sua vez, precisa trabalhar atentamente em três vertentes: setores psicossociais competentes, mimo dentro do limite e orientação permanente dentro das quatro linhas.

    Empresários, principalmente aqueles lunáticos que querem fazer do sarrafeiro um Deus, e a torcida, com dez centavos de paciência, são peças fundamentais nesse processo também.

    Por isso, suplico: me ajudem! Formem ídolos!

  • Chegue mais pra resenha. Porque opinião é bom e eu gosto

    por Jiovani Soeiro em 20.jul.2016 às 9:09h

    jiovani-soeiroFeliz por mais esse espaço no DaBase!
    Aqui será destinado, exclusivamente, a opinião.
    Embasamento, podem ter certeza, não vai faltar.
    Continuo vivendo o mundo do futebol de base no Brasil de forma intensa.
    Isso, com certeza, vai me abrir espaço para comentar sobre diversos assuntos.
    Porque opinião é bom e eu gosto!
    Vamos juntos?

Jiovani Soeiro

Jiovani Soeiro
Jiovani Soeiro escolheu o jornalismo aos 14 anos e ingressou na profissão aos 17. Trabalhou com política e fez cinema. Começou no esporte na rádio Transamérica, fundou a TV Bahêa (EC Bahia), prestou serviços e consultoria em comunicação para diversos outros clubes. Esteve por quatro anos na TV Bahia/Globo. Cobriu Campeonatos Estaduais, Série A, Série B, Série C, Série D, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana, Copa das Confederações, Copa do Mundo, mas nenhuma dessas experiências profissionais deu tanta satisfação quanto acompanhar o futuro do futebol brasileiro no DaBase. É o CEO deste site.

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