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06:27 | 20/06/2018
Brasil
21/07/2016 às 19:02 - Por Psicologia DaBase

CBF: mude o discurso, por favor.

Essa semana foi confirmado que nos Jogos Olímpicos a seleção brasileira de futebol masculino não terá inserido na sua comissão técnica um profissional de Psicologia do Esporte.

Essa semana foi confirmado que nos Jogos Olímpicos a seleção brasileira de futebol masculino não terá inserido na sua comissão técnica um profissional de Psicologia do Esporte.

Entendo a posição do técnico Rogério Micale, pois faz pouco tempo que lhe foi destinada a missão de comandar a seleção olímpica, então a contratação de um psicólogo na véspera não seria o mais indicado. Porém até quando vamos ouvir o mesmo discurso?

É incômodo ler que, em relação à preparação psicológica, já houve conversa com os jogadores e por isso está tudo tranquilo. Alguém, por gentileza, poderia explicar aos indivíduos envolvidos no futebol que Psicologia não é “conversinha”? Quem acha isso, está equivocado. Psicologia é treinamento!!

A preparação psicológica, assim como as preparações física, técnica e tática, envolve estudo e intervenções a longo prazo, a partir de uma análise sistemática e do treinamento de técnicas e estratégias psicológicas.

Sem se falar na tecnologia que vem sendo bastante utilizada na área, através de aparelhos de Biofeedback e Neurofeedback, por exemplo, e tem consistido em um grande auxílio à preparação.

Um trabalho sério de Psicologia faz toda a diferença na obtenção dos resultados desejados e na forma como os atletas lidarão com os aspectos associados ao evento esportivo e à sua carreira como um todo.

Se fosse criado pela CBF um Departamento de Psicologia para as categorias de base e profissional, mostrando que este trabalho é fundamental durante toda a carreira do jogador, as ações com o time olímpico seriam uma extensão das intervenções realizadas nos clubes e na própria seleção. Assim, nós teríamos atletas muito mais preparados.

Não contratará um psicólogo por conta do curto prazo? Ok. Mas então que se pense em maneiras de se garantir um trabalho contínuo e bem planejado para que não tenhamos que escutar isso novamente na próxima competição. Ter psicólogos na seleção não é luxo, não é frescura. É necessidade. E essa necessidade é para “ontem”.

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