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01:42 | 23/08/2019
Brasil
22/01/2019 às 16:40 - Por Vinicius Fernandes

Copa do Brasil de base: Mais democráticas, porém mais fracas

CBF muda o critério de participação de um clube nas Copas do Brasil de base

Em 2019 as competições das categorias de base do futebol brasileiro sob chancela da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terão mudanças estruturais e agenda cheia, pois haverá um crescimento de 69% no número de jogos, devido à ampliação dos torneios já existentes e à criação de novos.

Mudanças na Copa do Brasil Sub-20 e na Sub-17 (Foto: CBF)

A CBF, que banca os custos de organização e logística dos campeonatos, modificou o formato do Campeonato Brasileiro Sub-20, onde os 20 clubes não mais serão divididos em grupos na primeira fase e sim jogarão todos contra todos em turno único, e os oito melhores avançarão para as quartas de final, fazendo o número de partidas subir para 204.

No entanto, as maiores mudanças estão na Copa do Brasil Sub-20 e na Copa do Brasil Sub-17, realizadas desde 2012 e 2013, respectivamente. Apesar da manutenção no número de equipes (32) e de jogos (62), mudou o critério de classificação, para permitir que pelo menos um representante de cada Unidade da Federação possa participar do torneio. Agora são os 27 campeões da categoria, além de mais um time dos cinco Estados com melhor posição no Ranking da CBF: SP, RJ, MG, RS e SC.

Até então participavam os 20 clubes da Série A de Profissionais e os 12 melhores da B do ano anterior. Com o novo critério, as competições ficam muito mais democráticas e privilegiam os melhores de cada Estado, porém devem perder significativamente a qualidade de modo geral, pois não haverá mais de dois representantes dos principais centros do país.

Como exemplo, em 2019 participariam 6 de SP (Palmeiras, São Paulo, Santos, Corinthians, Ponte Preta e Guarani) 4 do RJ (Flamengo, Botafogo, Fluminense e Vasco da Gama) e do PR (Athletico, Paraná Clube, Londrina e Coritiba), 3 de RS (Internacional, Grêmio e Brasil de Pelotas), MG (Atlético, Cruzeiro, América) e GO (Goiás, Atlético e Vila Nova), 2 da BA (Bahia, Vitória), SC (Chapecoense, Avaí), CE (Ceará e Fortaleza), e AL (CSA e CRB) e 1 de PE (Sport Recife).

No entanto, levando-se em consideração o novo critério (e ainda não se sabe se serão os campeões estaduais de 2018 ou 2019), ao menos 16, ou seja, 50% dos participantes, precisarão ser substituídos. E ainda pode piorar a desigualdade de forças, caso a CBF faça a primeira fase ser regionalizada por contenção de gastos. Além disso, Flamengo (sub-17) e São Paulo (sub-20), atuais campeões das competições nacionais, sequer chegaram às finais do Carioca e do Paulista da categoria, respectivamente. O rubro-negro do RJ entraria pela Ranking da CBF (assim como Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio e Chapecoense também estão garantidos), mas o tricolor de SP não tem chances de defender o seu título.

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