Da Base

04:27 | 17/12/2018
Brasil
06/04/2016 às 13:35 - Por Redação

Douglas Rodrigues começou a carreira de técnico aos 24 anos, e aos 33, coleciona títulos e experiência na base

O jovem treinador acumula passagens por vários clubes do Rio Grande do Sul, como o Grêmio, onde ganhou seus títulos mais importantes

Até os 19 anos, o gaúcho de Rio Pardo, Douglas Rodrigues, tentou se encontrar dentro de campo como jogador, mas, após perceber que o que sobrava em conhecimento tático e entendimento das “engrenagens do campo”, faltava em talento com as chuteiras, o jovem atleta resolveu que seria técnico, e aos 24 anos, iniciou no comando técnico do São José de Porto Alegre, pelo sub-14.

Depois de iniciar a carreira, em 2006, Douglas acumulou passagens por clubes como Grêmio, Novo Hamburgo, Cerâmica, Rio-Pardense, Estância Velha, e outros. Entre um currículo extenso, com 10 anos de profissão, o jovem treinador pode ostentar um Campeonato Brasileiro infantil invicto e uma Copa Nacional sub-14, em 2008,  pelo Grêmio, e outros títulos não menos importantes, ainda com o tricolor, e também com o Novo Hamburgo, onde ainda foi eleito o melhor técnico do Sub-17 no Rio Grande do Sul, em 2012.

Foto: Giovani Junior

Atualmente, Douglas se encontra no comando da equipe Sub20 do Santa Cruz, onde trabalha com o coordenador de bases Alexandre Julião. Assim que chegou, ambos traçaram um plano para captar e desenvolver jogadores para montagem de uma equipe que vai enfrentar grandes desafios, como o Campeonato Brasileiro, a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano da categoria.

Confira a entrevista com o Jovem treinador: 

O que te fez escolher parar de jogar para se aventurar como técnico?
DR:
Percebi que não tinha a qualidade técnica de um atleta de alto nível, mas tinha uma boa leitura tática e um comando natural sobre o grupo de atletas.

Os grandes técnicos do momento no país são ex-jogadores de longa carreira, como o Marcelo de Oliveira, Muricy Ramalho, e outros. Você acredita que o fato de ter vivido poucas experiências como jogador, pode mudar algo no seu entendimento ou na sua forma de relacionamento com os seus comandados algum dia?
DR
: Acredito que não. Até o momento, nunca tive problemas em relação a isso. Cada vez mais os atletas querem ver se o treinador tem conhecimento do que está falando, mostrando o que é o certo. Todos têm seu espaço e o fato de ser ex-jogador já não possui tanto o peso que tinha antigamente. Futebol não tem uma lógica exata, cada um tem sua forma de trabalhar. Cabe ao presidente do clube ver a forma que quer o trabalho e o profissional a executar.

Quem são teus ídolos no esporte? Existe alguém que te inspire?
DR:
Não tenho um ídolo especifico. Busco me inspirar em grandes nomes do esporte, os quais mostraram que trabalhando duro e superação de obstáculos levam a um nível de excelência.

Foto: Giovani Junior

Os clubes brasileiros costumam usar seus jogadores formados na base como moeda de troca para clubes europeus, ou apenas como forma de manter as contas no verde, são poucos que não trabalham dessa forma. Você acredita que isso tem atrapalhado a formação de grandes jogadores no nosso país? O que pode ser feito para mudar esse panorama?
DR: Não acho que isso tenha atrapalhado. Com atletas do mundo todo é assim, também não acho que não temos revelado jogadores, pois nossos melhores jogadores estão nos melhores times do mundo. O que acontece é que o futebol não é só mais qualidade técnica, está englobando muitos outros fatores que necessitam para se jogar futebol nos dias de hoje, e o futebol brasileiro não evoluiu ainda nesse patamar, está indo em passos lentos, mas a única forma de mudar é estudar mais e trabalhar duro.

Você já revelou ou fez parte da formação de algum garoto que tem se destacado?
DR:
Ajudei na formação de muitos garotos. Por exemplo: Rodrigo Ely (Milan e Seleção Olímpica), Fernando (Sampdoria – Seleção Brasileira), Maicon (Sport, Seleção Olímpica), entre muitos outros que estão no futebol brasileiro e mundial. 

Em 2014 você teve a oportunidade de treinar uma equipe profissional, como você lidou com a pressão de comandar os jogadores, além da cobrança da torcida e da imprensa?
DR: Particularmente não senti muita pressão por ter que lidar com profissionais, mudam alguns fatores mas nada que eu não esteja preparado. Já sobre a pressão da torcida, imprensa e direção, é normal. Ela existe em todos os clubes de futebol e o técnico precisa estar preparado e superar os fatores extra campo.

Foto: Greik Pacheco

Atualmente, no clube que você trabalha, existe algum garoto que você veja potencial para ser um grande craque?
DR: Cheguei ao clube há 3 semanas, então estou com pouco tempo de trabalho. Mas neste curto prazo já vi muitos atletas de qualidade e muitos que vão evoluir. Percebi que não vamos revelar um só craque, mas vários pela qualidade individual dos atletas e pela qualidade do grupo de trabalho, que está dando o suporte necessário para essa formação.

Qual a dica que dá para os jovens que sonham seguir carreira com o futebol profissional?
DR:
Digo para nunca desistirem de seus sonhos, mas que dediquem tempo e muito trabalho para que possam realiza-los no futuro.

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