Da Base

12:02 | 19/05/2019
Brasil

Tupi Football Club

  • Nome: Tupi Football Club
  • Fundação: 26/05/1912
  • Estádio:
  • Presidente: Myrian Fortuna Freguglia
  • Material Esportivo: G Sport

PATRIMÔNIO

HISTÓRICO DO TIME

O despertar do futebol juizforano

Segundo “Elmo”, pseudônimo usado pelo advogado, professor e jornalista Francisco de Salles Oliveira, o futebol em Juiz de Fora começou a ser praticado graças à iniciativa de educadores americanos que estavam no município para fundar o Colégio Granbery. O artigo que conta esta origem do futebol na cidade foi publicado no jornal O Correio de Minas, em 14 de maio de 1920, conforme matéria do site acessa.com, intitulada “Início do futebol de Juiz de Fora”.

A reportagem do site revela, sem fixar datas, que o colégio Academia de Comércio (situado até hoje na Rua Halfeld, 1179 – JF), estimulado pela prática do futebol, construiu um campo e começou a treinar sua equipe. O Granbery, por sua vez, teve durante muito tempo uma equipe quase imbatível. E a partir dos confrontos entre Academia e Granbery surgiu o gosto pelo esporte bretão. Um dos locais existentes na época para realização dos jogos era onde hoje se localiza a Praça Antônio Carlos, (conhecida como Praça do Canhão).

Vale destacar que Juiz de Fora pode ter sido o berço do futebol no Brasil. O “Atlas do Esporte no Brasil”, em sua página 53, traz um texto que afirma que os primeiros jogos de futebol no país foram disputados em Juiz de Fora no final do século XIX, antes, portanto, da iniciativa de Charles Miller em São Paulo. Essas partidas teriam sido organizadas pelo Instituto Granbery, por volta de 1892 e 1893.

Gradativamente foram surgindo pequenos clubes através de alguns desportistas que tinham como principal objetivo acabar com a hegemonia do Granbery. Entre os principais clubes estavam: Uranos, Juiz de Fora, Guarani e Riachuelo, clubes pequenos e sem muita organização.

Entretanto, em 15 de agosto de 1911, surgia o que seria o primeiro grande clube de Juiz de Fora: o Tupynambás Futebol Clube, com uma melhor organização profissional e social. Em seguida, no dia 26 de maio de 1912, nascia o Tupi Foot Ball Club. Somente quatro anos mais tarde viria a ser fundado o Sport Club Juiz de Fora, no dia 24 de setembro de 1916. Em 1920, o Campeonato da Cidade contava com sete equipes: além do Tupi, Tupynambás e Sport, ainda disputavam o Esporte Clube Renato Dias, o Industrial, o Sarmento e o Santa Cruz.

Em 22 de fevereiro de 1918 era criada a Liga de Desportos de Juiz de Fora, por Antônio Aguiar (Canoinha), Paulo Schmitz, Mar-condes Ferraz, Cel. Renato Cordeiro Dias, Abril de Araújo Alves, Eduardo Weiss, Hosano Fonseca, Besnier de Oliveira, Pedro Gonçalves de Oliveira, além dos clubes Tupi, Tupynambás, Sport e Esporte Clube Renato Dias.

O presidente da Liga de Desportos Terrestres, Marcondes Ferraz, veio a Juiz de Fora e promoveu a fundação da entidade, havendo uma partida contra Belo Horizonte. Os principais fundadores da organização local, denominada posteriormente de Sub-Liga Mineira de Desportos, foram Abril de Araújo Alves, Paulo Schmitz e Antônio Aguiar. Mais tarde, em 1933, a entidade passou a se chamar Associação Mineira de Esportes. Em 11 de novembro de 1942, ganhou o nome de Liga de Desportos de Juiz de Fora, e, em 19 de dezembro de 1977, tornou-se Liga de Futebol de Juiz de Fora, nome que perdura até os dias atuais.

No ano de 1918 foi disputado o primeiro Campeonato Oficial da Cidade. Tupi e Tupynambás se enfrentaram logo no início, surgindo, a partir de então, uma grande rivalidade entre os dois clubes. Aquela partida foi marcada por lances curiosos, como três pênaltis perdidos pelo Tupi, dois por Othelo Rossi e o outro de Hernani. Já nos minutos finais da partida, o árbitro marcaria pênalti a favor do Tupynambás. Quem cobrou a penalidade foi Hugo Zaneti, que entraria para história como o autor do primeiro gol em campeonatos oficiais da cidade. O Tupynambás venceria o jogo por 1 a 0. As equipes eram formadas por: Tupi (Mário, Raul e Othelo, Acir, Hernani e Felipe, Nenê, Jacinto, Humberto, Aguiar e Mingo); Tupynambás (Reis, Weingrill e Dante, Nicomedes, Panconi e Carleto, Masson, Hugo, Pereira, Totônio e Mota). O Sport Club Juiz de Fora foi o campeão do torneio, se tornando o primeiro vencedor de um campeonato realizado de maneira oficial na cidade.

Entre os anos de 1918 e 1932, época em que o futebol no município ainda era amador, o Tupynambás se tornou o maior campeão da cidade, com sete títulos, seguido do Tupi, com quatro, e o Sport, com dois. A partir de 1933, quando o futebol na região se profissionalizou, o Tupi passou a ser o maior vencedor, com dezessete títulos, seguido do Sport, com nove, Tupynambás, com quatro, Olympic de Barbacena e Mineira de Eletricidade, com dois, e Industrial Mineira, Volante, Duque de Caxias e Social, da cidade de Santos Dumont, com um.

Naquela época surgiram grandes nomes no desporto juizforano, dentre os principais: Salles Oliveira, Tufy Ahouagi e Luiz Gonzaga Machado Sobrinho no Tupi; Abril de Araújo Alves e Francisco Queiroz Caputo no Sport, e Manoel Pereira, José Paiz Soares, Mário Simão Sfeir, Luiz Horta, Enéas Rezende, Antônio C. França e Mauro Horta no Tupynambás.

Surgimento do Galo Carijó

O ano de 1912 deveria ter sido somente mais um simples ano em Juiz de Fora. Porém, no dia 26 de maio, após uma cisão no Tupynambás, fato que jamais foi devidamente confirmado, surgia das mãos de alguns jovens, entre eles, José André Bastos, Eduardo Viviani (este que depois seria uma das grandes figuras do Tupynambás), João Batista George, Othelo Rossi, José Vaccarini, Adhemar de Oliveira e Antônio Maria Júnior (considerado o principal fundador do clube), o Tupy Foot-Ball Club com as cores predominantes branco e preto. Cerca de 30 anos depois de sua fundação, em 1942, o Tupy Foot-Ball Club passaria a se chamar Tupi Foot Ball Club.

O Tupi teve em sua história grandes nomes que marcaram a sua existência. Dentre eles: José Calil Ahouagi, mais conhecido por Tufy Ahouagi, um dos maiores goleiros de Minas e do Brasil e um dos nomes mais significativos da história do clube; e Francisco de Salles Oliveira, patrono que marcou a história do clube com a construção do estádio, no bairro de Santa Terezinha, que tem o seu nome. Além deles, Luiz de Gonzaga Machado Sobrinho, Manoel Gomes Filho, Miguel Cautiero, Edgar Victor Forreaux, Tomaz Bernardino, Marques Sobrinho, Nilo Neves, João Simões, Luiz Gervason, José Rodrigues de Oliveira, A. Horta Jardim, Kalil Bitar, Ítalo Pasquini, Luiz Fellet, Edgar Guimarães, José Brevigliéri, Alberto Vieira Lima, Admardo Kock Torres, Pho-tophysio de Souza Pinto, Antônio Fernandes Ervilha, Antônio Lessa, Carlos Coelho Alves, Afonso Franco, Jacinto Costa, Jaime Lage, Geraldo Oliveira e Silva, Carlos Magnavaca, Áureo Gomes Carneiro, Luiz José Rocha, Antônio N. Couri, Mário Tor-tura, Tenente-Coronel Moacir Corrêa, Walter Corrêa (Canário), Callil Radd, Ouadi Salomão (Dadú), Maurício Baptista de Oliveira e Geraldo Magela Tavares.

Na seleta lista de jogadores que marcaram e ficaram na história do clube estão Othelo Rossi, Lalinho, Tufy, Foto, Lage, Nery, Raul, Chiquinho, Belozi, Magalhães, José Felício, Bacury, Miro, Colecionado, Armando, Rolando, Dimas, Caneca, Caiana, Jairo Caldas, Nariz, Cotoco, Pescoço, Paulo Garcia, Orlando Benfica, Linton, Domício, João Pires, Toledo, entre tantos outros.

O primeiro jogo da história do Tupi foi no mesmo ano de 1912, um amistoso disputado contra o Tupynambás F.C., também de Juiz de Fora, clube oito meses mais velho que o Galo. Na primeira partida, um empate por 1 a 1, no campo da Alfândega (hoje Praça Antônio Carlos). Dias depois, em uma nova partida, o Tupi conhecia sua primeira derrota, de 1 a 0 para o mesmo Tupynambás. Inconformada com a derrota, a equipe carijó pediu uma revanche e a primeira vitória do Tupi viria nessa partida, por 4 a 0. A escalação alvinegra na goleada foi composta por Bamback, Caetano e Antônio Jung; Vasco, Hernani e José Costa; Timponi, Brito, Orlando Carvalho, Bacco e Othello Rossi. Tinha início a grande rivalidade entre os dois clubes.

Em 1918, no dia 9 de agosto, o Tupi estreava oficialmente em campeonatos na cidade e voltaria a perder para o Tupynambás por 1 a 0. Esta partida ficou marcada na história, porque neste jogo o Tupi perdeu três pênaltis e acabou derrotado. Mas o primeiro título não demorou a acontecer. Em 1920, o Galo sagrou-se campeão pela primeira vez, embora não oficialmente, e até 1932, ainda no período amadorista, conquistou mais quatro títulos, sendo o primeiro oficialmente alcançado em 1921. O time do Tupi no primeiro título da sua história era formado por Otto, Raul e Chiquinho; Tininho, Photophysio e Felipe; Bacuri, Felício, Lalinho, Daniel e Maximiano.

Em 1919, no dia primeiro de junho, o Tupi inaugurou sua primeira praça de esportes, na Avenida Francisco Bernardino, jogando contra o Mackenzie, do Rio de Janeiro. Já o ano de 1926 foi muito especial para os carijós. Após o título na cidade, o clube convidou o então campeão carioca, o São Cristóvão de Futebol e Regatas para um amistoso, que acabou sendo vencido pelo Tupi por 2 a 1. Em 1929, o clube sagrava-se campeão novamente, mas forma invicta, colocando o Tupi definitivamente como um dos principais clubes da cidade de Juiz de Fora.

Década de Ouro

No dia 19 de junho de 1932, o Tupi começava a se estruturar de maneira definitivamente profissional e inaugurava o seu estádio próprio, o Salles Oliveira, no bairro de Santa Terezinha, uma homenagem ao ilustre torcedor do clube, o advogado, professor, jornalista e político, Francisco de Salles Oliveira. Na época, o estádio foi considerado um marco para a região, pois era o maior e mais moderno da Zona da Mata. Tinha como objetivo ser uma praça de esportes, pois juntamente com o campo de futebol, existia espaço para basquete, vôlei, pista de atletismo e também um salão de festas. Desta forma, o clube começava a criar o seu patrimônio.

No jogo de inauguração do estádio, o Tupi enfrentou o Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, com a presença de 8 mil pessoas. A partida terminou em 1 a 1 e o primeiro gol em Santa Terezinha foi aos 10 minutos do segundo tempo, marcado pelo carijó Bianco. O Tupi era formado por Pachoal (depois Armando), Nariz e Belozzi; Caiana, Lima e Magalhães; Vavá, Miro, Lage, Bianco e Nery. O Vasco por Marques, Domingos e Itália; Tinoco, Mamão e Lino; Baiano, Paschoal, Russinho, Mário Mattos e Santana.

Em agosto de 1933 era inaugurada a iluminação elétrica do Salles Oliveira, mesmo ano em que o futebol, enfim, se tornava profissional na cidade de Juiz de Fora. Neste ano, o Tupi se sagrava campeão da cidade de maneira invicta, além de conquistar o vice-campeonato estadual. Esta equipe era formada por: Adinho, Paixão, Belozzi, Lage, Miro, Jairo, Oliveira, Caiana, Coruja, Onestaldo, Magalhães, Lima, Bianco, Nery, Geraldinho e Michel.

O Tupi tornou-se um time quase imbatível na cidade a partir da década de 30, período que ficou conhecido como a “década de ouro” do Galo, e sagrou-se tricampeão de Juiz de Fora, sendo campeão invicto em 1935 e 1937. No entanto, anteriormente, em 1933, o Tupi faria uma das melhores campanhas de sua história, se tornando o primeiro vice-campeão mineiro, e tendo de quebra o artilheiro do torneio, Lage, com 13 gols.

Naquele ano, a Federação Mineira promoveu a unificação dos dois campeonatos no Estado, o de Belo Horizonte e o de Juiz de Fora, e colocou em disputa o título de Campeão Mineiro pela primeira vez. O Villa Nova, da cidade de Nova Lima, se tornaria o grande campeão, e o Tupi, vice. A campanha do Galo foi marcada por importantes resultados, como vitórias de 5 a 2 contra o Atlético, 4 a 2 sobre o Sport, 6 a 2 sobre o time do América, e 4 a 3 diante do Cruzeiro, tendo apenas três derrotas, umas delas para o campeão Villa Nova. O Galo Carijó, no entanto, só voltaria a disputar o Campeonato Mineiro 36 anos depois.

O Tupi e os demais clubes de Juiz de Fora continuaram disputando os campeonatos da cidade por mais 20 anos. O torneio passou a contar com times da Zona da Mata e da Mantiqueira e ser chamado de “Divisão Especial” pela Federação Mineira. Entretanto, em 1961, os clubes se negaram a aceitar o critério de rebaixamento e acesso, criado para o Campeonato Mineiro, com o surgimento do Campeonato da Primeira Divisão, que foi disputado pelos times das regiões centrais e do Triângulo Mineiro.

Em 1942, o Galo reviveu o jogo de inauguração do Estádio Salles Oliveira, um confronto diante do Vasco da Gama. Dessa partida, resultaria um novo empate em 1 a 1. Ainda em 1942, o Estádio Salles Oliveira recebeu uma nova iluminação. A década de 40 foi recheada de vitórias para o Tupi. O clube conquistou diversos títulos, inclusive em 1945, sem perder um ponto sequer. Em 1948, o Carijó enfrentava o Galo da capital em amistoso, com vitória do Atlético Mineiro por 2 a 1. Em 1950, o clube enfrentou o tradicional Bangu, do Rio de Janeiro, com triunfo do Alvinegro por 2 a 1.

A década de 50 não foi muito diferente. O Tupi continuava a conquistar importantes títulos e vitórias, com destaques para os primeiros lugares de 1951 (invicto), 1952, 1954 e 1958, e para as vitórias diante do América, do Rio de Janeiro, por 1 a 0; e por 2 a 0 sobre o Cruzeiro em 1952. Quatro anos depois, o Tupi vencia mais uma vez o Atlético Mineiro por 2 a 0 e ratificava sua importância no Estado de Minas Gerais. Em 1962 o Tupi teve sua primeira vitória, atuando em campos do Rio de Janeiro, com o resultado de 3 a 2 sobre o Botafogo, em General Severiano. O Galo jogou esta partida com este time: Hélio, Pino e Ely; Mauro, Gonzaga, Carango e Adilson; João Pires, Jorge, Murilo e Toledo.

Ainda em 1950, precisando construir uma sede social, o Tupi acabou trocando o Estádio Salles Oliveira por um terreno na Rua José Calil Ahouagi, onde seria construída, posteriormente, a sede social do clube. Desta forma, no ano de 1950, o Estádio Salles Oliveira passou a pertencer à Prefeitura de Juiz de Fora. Ciente da importância do Salles Oliveira, o Tupi resolveu fazer uma permuta com a Prefeitura, disponibilizando um terreno que possuía na Avenida dos Andradas (onde hoje é o Pronto Socorro), em troca do estádio. Nesta transação, o Tupi ficaria ainda obrigado a restituir cerca de 600 mil cruzeiros na época. Porém, essa dívida acabou perdoada pelo então Prefeito Olavo Costa, com grande esforço de Gabriel Gonçalves da Silva, o Bié.

Nesta época, o clube alvinegro ganhou seu primeiro estatuto impresso. O Dr. Salles Oliveira já havia reorganizado o clube como Associação Esportiva Civil, mas, em 1931, houve nova reformulação; só que desta vez de forma definitiva. Posteriormente, o estatuto foi reformulado.

Fantasma do Mineirão

No fim de 1965, o Cruzeiro sagrava-se Campeão Mineiro e o Tupi amargava uma de suas piores campanhas no Campeonato de Juiz de Fora. Em janeiro de 1966, o Tupi convidou a Raposa para uma partida amistosa em Juiz de Fora. Escalado com grandes jogadores na época, Tostão, Dirceu, Piazza, o time de BH foi surpreendido e acabou derrotado pela renovada equipe do Tupi por 3 a 2. O Galo atuou com: Waldir (depois Hélio), Manoel, Murilo (depois Sabino), Dário e Walter; Mauro (depois Paulino), França (depois Jorge Guimarães), João Pires, Toledo, Vicente e Eurico (depois Joel); o técnico era Geraldo Magela Tavares. Já o Cruzeiro atuou com: Tonho, Pedro Paulo, Vavá, Dilsinho, Neco, Piazza (depois Zé Carlos), Dirceu Lopes (depois H. Chavez), Natal, Evaldo, Tostão, Hilton Oliveira (depois Dalmar).

Em seguida, a surpreendente derrota do Cruzeiro para aquele time do interior estimulou o Atlético Mineiro a convidar o Tupi para um amistoso em Belo Horizonte, no Estádio do Mineirão. Mesmo com o apoio da grande torcida atleticana, o time dirigido por Paulo Amaral, caiu diante dos carijós de Juiz de Fora, por 2 a 1. Com o objetivo de descontar as derrotas anteriores dos grandes da capital diante do Tupi, cabia ao América Mineiro tal feito, pois o Alvinegro de Santa Terezinha vinha desmoralizando os times de Belo Horizonte. O Coelho, dirigido por Yustrick, também acabou sendo derrotado pelo Tupi dentro do Mineirão, novamente com o placar de 2 a 1.

Diante da desmoralização completa por parte dos times da capital, o América propôs ao Tupi um pentagonal. Porém, apenas quatro equipes disputaram o torneio, pelo fato do Palmeiras ter desistido de participar. Novamente frente a frente com o Cruzeiro, agora dentro do Mineirão, o Tupi, mais uma vez, surpreenderia e venceria a equipe azul por 2 a 1. Aquele resultado acabou fazendo história para o Tupi, e a aquela equipe, depois de bater os três times da capital, Cruzeiro, Atlético e América dentro do Mineirão, num curto espaço de tempo, passava a ser conhecida como o “Fantasma do Mineirão”. Na sequência do torneio, o Tupi viria ainda a empatar com o Botafogo em 0 a 0, e perderia a decisão para o América Mineiro.

O ex-técnico e vice-presidente do Galo, falecido Geraldo Magela Tavares, recordou que a decisão do Campeonato Regional foi entre o Olympic e o Tupi, em 1965, e o Tupi ganhou de 3 a 2, em Barbacena; e de 4 a 0, em Juiz de Fora. Como gratificação aos jogadores, o presidente carijó trouxe o Cruzeiro, de Belo Horizonte, que tinha Raul, Pedro Paulo, Willian, Procópio, Neto, Dirceu, Tostão, Evaldo, Hildo Oliveira, Zé Carlos. Magela lembra que as vitórias conquistadas pelo Tupi sobre o Cruzeiro, Atlético e América causaram espanto na imprensa de Belo Horizonte, que começou a chamar a equipe juizforana de fantasma, dando origem à lenda “Fantasma do Mineirão”.

O sucesso do Tupi fez com que a equipe chamasse a atenção de todo o Brasil, chegando a ser convidada pela Seleção Brasileira, que disputaria a Copa do Mundo de 66 na Inglaterra, a participar de jogos treinos com a Seleção de Pelé em Caxambu, a fim de se preparar para o Mundial. Esta equipe de tantas façanhas era formada por: Waldir, Manoel, Murilo, Dário, Ely Flores, França e Mauro, João Pires, Toledo, Vicente, Eurico (Amarildo), comandados por Geraldo Magela Tavares.

Segundo Magela, o segredo deste grande time foi o “amor à camisa” praticado pelos jogadores, pois quase todo o elenco era formado por “pratas da casa”, atletas nascidos em Juiz de Fora e que tinham muito respeito pela cidade e pelo clube. Esse fator refletiu em campo, e o Galo Carijó pode então conquistar resultados expressivos e ser definitivamente reconhecido no cenário nacional. “Eu assumi e adotei a prática de aproveitar a prata da casa. Waldir, que era um dos goleiros, era de Juiz de Fora; Manoel, Murilo e Walter, de Juiz de Fora; Dario era de Pirapitinga, mas foi formado no juvenil do Tupi; França e Mauro de Juiz de Fora; João Pires, Toledo, Vicente e Eurico; enfim, dos 11, 9 eram de Juiz de Fora. Então o que aconteceu foi um amor à cidade, amor ao clube, e o conjunto harmonioso que formou. Eles tinham um grande amor à camisa, um grande amor à cidade, e aquilo fez com que eles se transformassem. Este foi o grande segredo: aproveitar praticamente a prata da casa, o que não se faz hoje”, revela Magela.

Em 1968 seria disputado pela última vez o Campeonato de Juiz de Fora, tendo o Sport Club como o campeão. O Tupi voltaria a disputar o Campeonato Mineiro em 1969, terminando na oitava posição. Esse grande momento do clube durou por pouco tempo e os momentos difíceis seriam a tônica dos anos 70.

Era Maurício Baptista de Oliveira

Entre os anos de 1984 e 1989, o Tupi teve nas mãos do empresário Maurício Baptista de Oliveira um dos seus mais importantes momentos, se estruturando dentro e fora de campo, tendo pela primeira vez o que podemos chamar de uma gestão profissional, chegando, desta forma, perto por duas vezes de conquistar o tão sonhado título de campeão mineiro.

Maurício Baptista de Oliveira concorreu à presidência do Tupi em 1983, incentivado por Geraldo Magela, que articulou junto ao Conselho Deliberativo do clube mudança no estatuto de forma a possibilitar a candidatura de um associado com apenas um mês de atividade e não mais de um ano. Logo, Maurício Baptista venceria a eleição de 1983 com maioria dos votos, assumindo a presidência em janeiro de 1984.

Com o dinamismo e a percepção de um empresário experiente, Maurício Baptista, que já tinha sido atleta do clube, queria agora como presidente, fazer do Tupi um dos melhores e mais bem estruturados times, não só do Estado, mas do país. Com planos audaciosos e uma equipe de profissionais competentes, o clube passou a ter uma ideologia diferenciada de tempos passados. As obras realizadas na estrutura administrativa do clube são exemplos dessa mudança de mentalidade.

Dentre as principais obras da gestão Maurício Baptista, estão a total revitalização do Estádio Salles Oliveira, a construção do restaurante na sede social, a reconstrução do parque aquático, além de melhorias nos campos de futebol da sede social, nas saunas, na quadra de vôlei, no campo de malha, na raia de bocha e no salão de festas. Além das obras materiais, vale destacar a infraestrutura montada para os atletas do clube, criando condições para que pudessem ter melhores desempenhos nas competições.

Geraldo Magela Tavares, vice-presidente na ocasião, destacou que o mais importante na gestão Maurício Baptista foi o investimento no clube, valorizando seu patrimônio e sua história, mas ele se aborrece pelo fato de algumas administrações posteriores, além não terem dado continuidade ao trabalho, terem prejudicado tudo de bom que havia sido feito, levando o clube a regredir.

Informações da época revelam que os recursos para a manutenção das atividades no clube, foram retirados dos aluguéis das vinte e uma lojas que pertenciam ao clube, situadas nas ruas José Calil Ahouagi e Benjamim Constant, e que possibilitavam uma considerável renda. O Tupi parecia achar seu rumo. Com o acesso do time profissional de futebol à primeira divisão, em 1983, tornou-se necessária uma remodelação do Estádio Salles Oliveira, para que este se tornasse mais moderno e confortável. A primeira iniciativa foi solicitar, junto a prefeitura municipal, a doação de parte da Rua Humberto de Campos para a ampliação da capacidade do estádio. Em julho de 1984, a Câmara Municipal aprova a doação e possibilita ao Tupi concretizar o projeto.

Pensou-se em um projeto voltado para uma arquitetura moderna em concreto,  mas dificuldades financeiras impediram o processo. Decidiu-se por algo mais simples, respeitando padrões profissionais de qualidade e a partir daí Maurício Baptista passou a buscar recursos para a realização das obras. Após quatro anos, o Tupi conseguiu que o Ministério da Educação aprovasse o projeto, concedendo uma verba de 130 milhões de cruzados, em 1988. Para que estes recursos pudessem chegar ao clube, o Tupi contou com a participação ativa da Liga de Futebol de Juiz de Fora, presidida na época por Dirceu Buzinari, enviando ofício ao MEC. A remodelação do estádio teve início em julho do mesmo ano. Para concluir o projeto, em maio de 1989, Maurício Baptista doou 50 mil cruzados novos.

Depois da remodelação, o Estádio Salles de Oliveira ostentava instalações modernas, oferecendo conforto aos torcedores e à imprensa, melhorias na iluminação e um sistema de drenagem para o gramado. O Tupi, assim, concretizava sua reestruturação. Se fora de campo o clube se tornava cada vez mais forte, dentro de campo não era diferente. A partir de 1984, com uma reorganização do departamento de futebol, esforços financeiros pessoais do então presidente para contratação de jogadores de bom nível e uma comissão técnica qualificada, fez com que o Tupi conquistasse grandes resultados. Dentre os principais, os títulos de campeão mineiro do interior nos anos 1985 e 1987, quando travou batalhas épicas diante dos times da capital, principalmente o Cruzeiro e o Atlético.

Através de uma atitude empreendedora do empresário Maurício Baptista de Oliveira, o Tupi voltou aos tempos de glórias nos gramados de Minas e do Brasil, nos anos de 1987 e 1988. O Galo ganhou o direito de participar do Campeonato Brasileiro pela primeira vez desde sua fundação, o que seria uma constante nos anos seguintes, e o clube assumia de vez o caráter profissional. Neste período foram criadas condições para que a equipe carijó desenvolvesse um trabalho sério e de ótimo nível técnico. A presidência ainda doou um ônibus especial para levar o time aos jogos e ainda construiu uma residência para os jogadores de fora.

A década de 80 marcou a supremacia do Tupi entre os times do interior, dentre mais um dos seus grandes feitos nesta época, ressaltando a importância da infraestrutura no desenvolvimento esportivo do clube. Essa foi a chave do sucesso. Ainda nos anos 80, nasceu uma grande rivalidade diante do Atlético Mineiro, quando a equipe juizforana ficou de 1984 a 1990, um total de dez jogos, invicta em confrontos contra o Galo da capital em jogos disputados em Juiz de Fora. Os resultados trouxeram uma grande respeitabilidade pelo clube por parte dos times de Belo Horizonte, e especialmente o Atlético.

A escrita começou em 1984, com uma vitória de virada do Tupi sobre o Atlético por 2 a 1 no Salles Oliveira, com dois gols do atacante Nequinha. O fato interessante foi que um dos gols de Nequinha nesta partida foi considerado o “Gol do Fantástico”, quadro do programa dominical noturno da Rede Globo de Televisão, que sempre escolhia o gol mais bonito da rodada do final de semana. Nascia ali também, através das mídias televisivas, uma visibilidade muito grande e a gestão da imagem passava a ser mais uma obrigação dos clubes de futebol. É importante ressaltar, que durante a gestão do Maurício Baptista de Oliveira, o clube passou por um dos seus melhores momentos, se não o melhor de todos os tempos.

Em outubro de 1988, na gestão do prefeito Tarcísio Delgado, era inaugurado o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, um estádio de grande porte, com capacidade para 35.000 espectadores, com o intuito de alavancar de vez o futebol de Juiz de Fora. Vale lembrar que o estádio foi batizado originalmente como Estádio Regional, porém teve seu nome alterado em homenagem a Mário Helênio de Lery Santos, considerado o maior radialista esportivo da cidade. Na inauguração do estádio, Tupi e Sport fizeram a partida preliminar, com vitória do Sport Club Juiz de Fora por 2 a 0. Ronaldo, jogador do Sport, foi o autor do primeiro gol no Mário Helênio. No jogo principal, o Flamengo enfrentou o Argentino Juniores, da Argentina, vencendo a partida por 2 a 1.

Os anos 80 ficaram marcados na história como uma época vitoriosa para o clube, quando o Tupi foi tratado com profissionalismo e dignidade, e os resultados foram notórios dentro de campo. Entretanto, os anos 90 proporcionariam resultados nem tão estimulantes.

Ressurgimento das Cinzas

 Ano 2001

O ano de 2001 começava para o Galo com o sentimento de esperança e sonho, como todo início de semestre. A iniciativa do Tupi para 2001 foi a chamada política “pés no chão”. a ideia da diretoria era mesclar a “prata da casa”, como são chamados os atletas formados no clube, com alguns atletas vindos de fora, especialmente da região próxima a Juiz de Fora. Para o comando técnico da equipe fora escolhido Welington Fajardo, ex-goleiro do Cruzeiro.

O Campeonato Mineiro do Módulo II daquele ano transcorreu tranquilo. O Tupi fez uma campanha honrosa e perdeu somente uma partida no torneio, para o Nacional de Uberaba, seguindo a passos largos para a grande final. A decisão do campeonato aconteceu no dia 31 de agosto de 2001, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, quando o Tupi, para um público de aproximadamente 20 mil pessoas, conseguiu vencer o América de Alfenas, por 3 a 1, com gols de André Luiz de cabeça, Alírio Júnior em uma bela cobrança de falta e o artilheiro Wesley, de cabeça. O Tupi conquistava o título de campeão mineiro do Módulo II e retornava, depois de seis anos, para a primeira divisão do Estadual.

Ano 2002

O retorno à elite mineira em 2002 não foi bem o que os torcedores carijós esperavam. Aqueles que aguardavam ansiosos os confrontos contra Cruzeiro e Atlético se decepcionaram. Naquela época tinham sido criados torneios regionais pelo país, como os torneios Rio-São Paulo e a Copa Sul-Minas, o que enfraqueceu os campeonatos estaduais. No ano de 2002, os clubes Atlético Mineiro, Cruzeiro, América Mineiro e o Mamoré não disputaram o Campeonato Mineiro, em função da Copa Sul-Minas. Desta forma, o campeonato estadual só contou com oito equipes: Caldense, Ipatinga, Villa Nova, Tupi, Rio Branco, URT, Nacional de Uberaba e o Uberlândia. O Galo, naquele ano, disputou 14 partidas, tendo vencido cinco, empatando seis e perdendo três jogos. Com este desempenho, a equipe carijó acabou na quarta colocação e a Caldense de Poços de Caldas se tornou a campeã mineira de 2002.

Ano 2003

No ano de 2003, o Campeonato Mineiro retorna aos seus moldes tradicionais, com a presença de todos os principais times da elite do Estado. O clube juizforano fechava uma parceria com o Grupo de Supermercados Bretas. O contrato assinado previa inicialmente uma parceria de cinco anos, com investimentos no time profissional e nas categorias de base, além da construção de um centro de treinamento. O processo começou muito bem, com o time apresentando uma boa equipe, que tinha em Muller, ex-jogador do São Paulo e da Seleção Brasileira, o grande destaque. Com um bom time e uma boa perspectiva no campeonato, o Tupi começou a construir bons resultados. A torcida comparecia em bom número ao estádio e o clube tinha uma das melhores médias de público no campeonato.

Nem mesmo a contusão da estrela do time, Müller, logo na terceira partida da equipe no campeonato, que tirou o jogador de quase todo o certame, desanimou o Galo que, no fim, alcançou o quarto lugar, ficando atrás somente do campeão Cruzeiro (que naquele ano ganhou tudo, inclusive o Campeonato Brasileiro), do Atlético e do América, sendo proclamado então o campeão do interior e assegurando vaga para a Série C do Brasileiro e para Copa do Brasil de 2004. Lembrando que naquele ano de 2003, o Campeonato Mineiro foi disputado por pontos corridos e o Tupi em 12 jogos venceu cinco, empatou cinco e perdeu duas partidas (para o Cruzeiro e para o Ipatinga).

Ainda em 2003, o Tupi disputaria a Série C do Campeonato Brasileiro, e faria um bom papel, chegando até às quartas de final do torneio, passando por times como o Americano de Campos, e sendo eliminado pelo Bragantino, de Bragança Paulista. Após o término do primeiro ano de contrato, o Grupo Bretas decidiu encerrar o acordo e abandonou o projeto Tupi. O clube precisou passar por uma reestruturação no seu departamento de futebol.

Ano de 2004

Com um elenco renovado, o Tupi até começou bem o Estadual, vencendo as três primeiras partidas. Porém, nos oito jogos seguintes a equipe não venceu nenhuma partida e time foi rebaixado para segunda divisão de Minas.

Em 2004, o Tupi, pela primeira vez na sua história, disputaria a Copa do Brasil, que teve a sua primeira edição em 1989 e que é disputada no sistema de “mata-mata”. O Tupi estreou eliminando o Bangu, o que o credenciou a se classificar para segunda fase, quando enfrentaria o Flamengo do Rio de Janeiro. Contra o time carioca, o Tupi teve o seu melhor momento de divulgação, em nível nacional, desde 1997, quando o clube chegou às finais do Campeonato Brasileiro da Série C. O primeiro jogo deste histórico confronto foi disputado em Juiz de Fora, no Estádio Mário Helênio, com transmissão ao vivo pela TV Globo para todo o país, e o Tupi pode se apresentar, e bem, para o público nacional. Apesar da derrota por 3 a 2, a equipe jogou bem e “deu trabalho” ao Flamengo, time que viria a ser o campeão carioca naquele ano e vice da Copa do Brasil. Um dos jogadores do Galo na época que mais lucraram com aquela partida foi o atacante Denílson, autor dos dois gols do Tupi, já que ele acertaria um contrato para jogar no Vasco da Gama meses depois.

No jogo de volta, disputado no estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, o Flamengo goleou o Tupi por 4 a 0 e seguiu adiante no torneio, enquanto o Tupi se despedia da competição. O clube ainda disputaria no segundo semestre a Taça Minas e o Campeonato Brasileiro da Série C, mas sem nenhum êxito.

Ano de 2005

O ano de 2005 foi crítico para o carijó. De volta ao Módulo II de Minas, desestruturado, sem patrocinador e sem motivação, o Tupi não conseguiu se classificar para a segunda fase do Campeonato Mineiro, sendo eliminado precocemente do torneio, ficando em quarto lugar num grupo já que tinha o Social, o Democrata de Governador Valadares, o Rio Branco, o Atlético de Três Corações e o Olympic de Barbacena, onde se classificavam três times para próxima fase. O ano de 2005 terminou de maneira muito negativa para o Galo e muito se atribui a isto à polêmica administração de José Mauller Júnior, o Juninho, apontado como um dos principais responsáveis pela desestruturação do Tupi, inclusive em termos sociais, com a deterioração da parte social do clube, com a consequente queda no número de sócios. Em seguida assumiria Luiz Carlos de Paiva Monteiro.

Ano de 2006

O ano começou, segundo matéria publicada no site acessa.com (http://www.acessa.com/cidade/arquivo/jfhoje/2005/12/21-tupi), com o projeto “100% Tupi Juiz de Fora”, a primeira tentativa de terceirizar o futebol do clube. O idealizador do projeto foi o fisioterapeuta Marco Aurélio Saggioro Del Papa, mais conhecido como “18”. Ele, que era um empresário muito ligado ao clube, idealizou este projeto e o coordenou para ser gerido pela Associação Desportiva de Juiz de Fora (ADJF), através de um contrato de dois anos.

A partir desse momento, o projeto passou a ganhar novos aliados, do poder público até a iniciativa privada. O primeiro passo foi conseguir uma granja na entrada do bairro Grama, lugar que seria preparado para a equipe treinar e concentrar. A ideia do projeto, que teve inicialmente apoio do prefeito Alberto Bejani, era de conseguir apoio e gerar riquezas dentro da cidade de Juiz de Fora. A ideia também era cumprir um papel social dentro da comunidade juizforana, procurando estruturar escolinhas já existentes nos bairros da cidade, formando núcleos do clube. O projeto, orçado inicialmente em oitenta mil reais, nomeou Geraldo Magela Tavares como coordenador geral. A Prefeitura disponibilizou onze mil reais mensais e o restante seria obtido por meio de patrocínio.

Inscrito para participar do Campeonato Mineiro do Módulo II, o clube corria contra o tempo para montar um time. Foram feitas até peneiras para seleção de jogadores, mas a falta de apoio ao projeto acirrou a crise em fevereiro de 2006. No mesmo ano, a OP.Com (Organização Panorama de Comunicação), representada pelo empresário Omar Resende Peres, decidiu assumir a administração do futebol do clube e deu um novo ânimo ao Galo. A primeira iniciativa foi inscrever os jogadores na Federação, a tempo do time poder jogar no campeonato, cuja estreia estava marcada para o dia 8 de fevereiro, contra o Juventus de Minas Novas, na casa do adversário.

Com a gestão da OP.Com, administrada por Antônio Braga e Marcelo Peres, e o ex-jogador do São Paulo, do Napoli e da Seleção Brasileira, Alemão, o time se reestruturou, dentro e fora de campo. A nova direção providenciou a escolha de um Centro de Treinamento, chamado de “Ninho Carijó”, onde a equipe pudesse treinar e se concentrar. Assim, o grupo do Tupi foi se estruturando, e para o comando técnico desta equipe foi contratado José Luiz Peixoto, mais conhecido como Zé Luiz, ex-goleiro do Tupi. O trabalho levou o Carijó à primeira divisão em 2006.

Com isso, o clube atraiu um maior número de patrocinadores, como a MRS Logística, Bahamas, Pangea, Guaraná Americana, Leite Benfica, Unimed e a Prefeitura de Juiz de Fora. Outro benefício desta exposição do clube na mídia foi o aumento da média de público no estádio e as constantes campanhas promocionais feitas pelo grupo gestor.

Com o departamento de futebol organizado, inclusive com a aquisição de vários equipamentos modernos de fisioterapia e ginástica a cargo de quatro professores da Universidade Federal de Juiz de Fora, Marcelo de Oliveira Matta, Flávio Lúcio Lamas, Maurício Gattas Bara Filho e Paulo Henrique Rodrigues de Andrade. Com um bom grupo de atletas e uma boa comissão técnica, além do apoio do torcedor, o Tupi conquistou dentro de campo importantes vitórias que o levaram a brigar pelo título do Módulo II de 2006. O clube chegava ao hexagonal final, que obtinha os três melhores classificados de cada uma das duas chaves. Tupi, Juventus, Valério, Mamoré, Rio Branco e Uberaba.

Entretanto, o dia 28 de maio de 2006 entrou para a história. O Tupi enfrentaria o Juventus de Minas Novas, no Estádio Mário Helênio, pela última rodada do Campeonato Mineiro do Módulo II. O Galo, para se classificar, precisaria vencer o seu jogo por dois gols de diferença e ainda torcer para que o Uberaba ao menos empatasse, jogando em casa diante do já eliminado Valério, e uma vitória do já classificado Rio Branco diante do Mamoré em Patos de Minas. O Carijó venceu o Juventus por 3 a 1, com gols de Felipe Suriani, Leandro Guerreiro e do atacante Allan., com isso a equipe faria os dois gols de vantagem que seriam importantes para a luta pela vaga. As coisas começaram a melhorar, quando o Rio Branco batia o Mamoré por 2 a 0 em Patos de Minas, selando a sua classificação e levando o título do Módulo II. Restava a partida entre Uberaba e Valério, que seguia 0 a 0,  no Estádio do Uberabão, que precisava de uma vitória simples para conseguir o acesso, enquanto o Tupi “rezava”, literalmente, para que aquele empate permanecesse.

Ao término do jogo do Tupi em Juiz de Fora, a partida entre Uberaba e Valério ainda estava acontecendo, faltando 11 minutos para o término. Em Juiz de Fora, ainda no gramado do Estádio Mário Helênio, jogadores, dirigentes e comissão técnica oravam no meio de campo, unidos, aguardando o fim da partida de Uberaba. Nas arquibancadas, os torcedores não arrastavam o pé, outros tantos acompanhavam pelo rádio os minutos finais do Uberabão (a Rádio Panorama que transmitia a partida, ao final do jogo do Tupi, entrou em cadeia com uma rádio de Uberaba). Aconteceu o improvável e o Tupi conseguiu retornar para a primeira divisão de Minas. O Carijó ficou empatado com o Uberaba em número de pontos, porém, terminou com um gol de saldo a mais que o time do Triângulo Mineiro. O clube voltava à elite do futebol mineiro.

No segundo semestre de 2006, o Tupi partia para a disputa da Taça Minas Gerais, que dava uma vaga ao campeão para a Copa do Brasil de 2007. Algumas mudanças no elenco foram inevitáveis e para o comando técnico foi contratado o experiente José Maria Pena. O regulamento previa que todos os times, entre eles Tupi, Villa Nova, Uberaba, Democrata de Sete Lagoas, Uberaba, Caldense, Uberlândia, América Mineiro e Unitri, se enfrentassem em turno e returno na primeira fase, e os quatro classificados passariam para semifinal e, posteriormente, para a decisão do torneio.

Depois de um início irregular, que culminou na demissão de José Maria Pena e na efetivação no comando técnico de Joel Martins, a equipe se recuperou,  mas os resultados foram insuficientes para levar o Galo às semifinais. O Villa Nova seria o campeão da Taça Minas aquele ano.

O grande acontecimento do ano foi a contratação do craque Romário, que vinha de uma temporada nos Estados Unidos. A contratação do “Baixinho” colocou o Tupi e a cidade de Juiz de Fora nos principais noticiários do país e até do mundo, em jornais principalmente da Espanha, onde Romário é muito respeitado. O Tupi neste período foi notícia nos principais veículos de comunicação do país, e ficou em evidência no período em que o jogador esteve na cidade. Romário chegou a se apresentar com a camisa do Tupi, veio a Juiz de Fora, treinou, se disponibilizou a jogar, mas fora impedido por problemas burocráticos que envolviam seu contrato. Ele já tinha assinado com duas equipes naquele ano (o Vasco e o Miami, dos Estados Unidos), e estava consequentemente impedido de assinar um terceiro contrato. De qualquer forma, a contratação do jogador acabou sendo uma boa promoção para o clube, que ficou em evidência por um bom tempo na mídia nacional e internacional.

Ano de 2007

Os frutos colhidos no ano de 2006 foram positivos, principalmente em função do retorno do Tupi à primeira divisão do futebol mineiro. Para o ano de 2007, a OP.Com continuou seu trabalho para que o time pudesse conquistar resultados ainda mais evidentes, como estar entre os melhores de Minas Gerais. Para que o sucesso fosse alcançado, o primeiro passo foi renovar o contrato dos principais jogadores do elenco carijó, além da contratação de mais atletas e de um novo técnico. Tita, ex-craque do Flamengo, Vasco e Seleção Brasileira, foi o nome escolhido para comandar o Alvinegro.

Com uma estrutura já montada, desde o ano de 2006, o clube precisou apenas renovar o elenco e a comissão técnica. O objetivo era colocar o Tupi nas semifinais do campeonato daquele ano. O torneio era disputado por doze equipes: Tupi, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Democrata de Governador Valadares, Villa Nova, Rio Branco, Ipatinga, Democrata de Sete Lagoas, Ituiutaba, Guarani de Divinópolis, Caldense e América Mineiro. O regulamento previa que todos os times se enfrentassem em turno único e os quatro melhores na fase de classificação passassem para as semifinais, que seriam disputadas em dois jogos no sistema de mata-mata. Os dois melhores deste confronto fariam a grande final.

O Tupi fez uma bela campanha. Depois de vinte anos, disputaria uma semifinal de Campeonato Mineiro e o adversário seria o Cruzeiro, primeiro colocado na fase de classificação. O Tupi acabaria a primeira fase em quarto, porém empatado no número de pontos com Atlético e Democrata de Governador Valadares, mas perdendo no saldo de gols. Contudo, o objetivo tinha sido alcançado. Nas semifinais, o Tupi acabaria eliminado pelo Cruzeiro. Problemas extra-campo põem fim a era OP.Com no Galo Carijó.

Semanas depois do anúncio oficial da saída da OP.Com do Tupi, o clube novamente tentava se reestruturar, visando o Campeonato Brasileiro da Série C e a Taça Minas Gerais. A Prefeitura Municipal, na gestão do prefeito Alberto Bejani, decidiu assumir a responsabilidade de “tocar” o futebol do Tupi. A nova gestora do futebol carijó seria a AGM, empresa de marketing esportivo, coordenada por Setembrino Ramalho. Os patrocinadores, MRS Logística e Bahamas, permaneceram, e Adil Pimenta assume o cargo de diretor técnico. Zé Luiz continua técnico e goleiro Marcelo Cruz, o meia Júnior Negão e o atacante Allan acertam o retorno ao elenco carijó ao lado de três atletas que vieram dos juniores do Flamengo (dois foram embora meses depois).

Paralelamente a todo esse processo de mudanças no futebol profissional, o time sub 20 do Tupi, carinhosamente chamado de “Galinho”, vinha fazendo uma bela campanha no Campeonato Mineiro da categoria, e chegando, depois de sete anos, a fase final do torneio, quando ia decidir, através de um hexagonal, o título de Campeão Mineiro de juniores. Contudo, a força de vontade e a categoria do grupo não foram suficientes para bater os fortes Cruzeiro e Atlético, vice e campeão do torneio.

Enquanto isso, o time profissional estreava no Campeonato Brasileiro da Série C, em um grupo ao lado do Guarani de Campinas, Jaguaré do Espírito Santo e o América do Rio de Janeiro. O Galo Carijó fez uma campanha discreta, com apenas duas vitórias em seis jogos, sendo eliminado ainda na primeira fase do torneio e dando adeus ao sonho de chegar à série B do Campeonato Nacional.

Contudo, ainda restava um torneio para o Galo disputar em 2007: a Taça Minas Gerais, que daria ao campeão e ao vice o direito de estar na Copa do Brasil ou no Campeonato Brasileiro da Série C de 2008. O torneio seria disputado por somente seis equipes: Tupi, América Mineiro, Democrata de Sete Lagoas, Uberaba, Ituiutaba e Uberlândia. O regulamento previa que todos se enfrentariam em dois turnos e os quatro melhores classificados disputariam as semifinais, com jogos de ida e volta, e os dois melhores classificados fariam a grande final do torneio. O Tupi chegou na final do torneio, mas foi derrotado pelo extinto Ituiutaba (hoje Boa Esporte) e terminou com o vice-campeonato.

Após um ano conturbado e de muitas emoções, o Tupi teria que se preparar para o próximo, agora, com uma nova diretoria e novas ambições.

Novos Rumos

Ano de 2008

Findo o ano de 2007, o Tupi passaria a traçar os rumos para os próximos anos. No dia 13 de outubro de 2007, o clube realizava nova eleição para a presidência e o advogado Áureo Carneiro Fortuna era eleito com 207 votos, tendo como vice o médico José Roberto Maranhas. O novo dirigente tomou posse em primeiro de janeiro de 2008 com o projeto de recuperar o prestígio do Tupi. Uma das preocupações da nova diretoria, além do fortalecimento do futebol, era com a parte social, que apresentava um quadro bem negativo. Dos 10 mil sócios, 1.800 são isentos do pagamento da taxa de manutenção e apenas 57 estavam em dia com suas obrigações. Além do fortalecimento do futebol.

Com o Campeonato Mineiro pela frente e uma diretoria nova, o Tupi apostava em jogadores de clubes de menor porte do interior e no técnico Moacir Júnior.,que acabara de fazer campanha vitoriosa pelo Social, de Coronel Fabriciano. No segundo semestre, o Tupi conseguiu manter boa parte do time para disputa do Campeonato Brasileiro da Série C, mas a equipe decepcionou e foi eliminada na primeira fase. Contudo, na Taça Minas Gerais, a história foi diferente. Comandado pelo técnico Welington Fajardo, o Tupi conquistou o título do torneio pela primeira vez, batendo o América Mineiro na final, com destaques para Henrique e Ademilson, que acabou como artilheiro da competição. Com o triunfo na Taça Minas, o Galo Carijó conseguiu uma vaga na recém-criada Série D do Campeonato Brasileiro.

Ano de 2009

Sofrendo um desmanche após o título da Taça Minas de 2008, o Tupi começou o ano de 2009 em busca de atletas para formação de um novo elenco. Apostou em jogadores experientes, como Rodrigo Mucarbel, Márcio Carioca e no técnico José Carlos Amaral. Sem resultados satisfatórios, Amaral foi substituído pelo jovem Leonardo Condé, de apenas 31 anos, que estava no início de carreira e havia trabalhado nas categorias de base do América Mineiro. Com algumas vitórias e poucos bons resultados, a equipe conseguiu se classificar para as quartas de final do Mineiro. Amargou, porém, uma derrota por 7 a 2 para o Cruzeiro e acabou eliminado do mineiro. Na Copa do Brasil, o Alvinegro foi derrotado pelo Criciúma logo na primeira fase.

Ano de 2010

Com Léo Condé mantido no comando da equipe, o Galo se preparava para a primeira edição da Série D e apostando na juventude. Para o ano de 2010, o Tupi tinha como objetivo repetir as boas campanhas dos estaduais passados, e depositava suas esperanças em jogadores como Ademilson, Gedeon e Henrique. Com uma ótima campanha e boas atuações contra os grandes da capital, a equipe conseguiu se classificar na quarta posição e enfrentou o Ipatinga nas quartas de final. Com uma derrota por 2 a 1 fora de casa e um empate em 1 a 1 no Mário Helênio, o Tupi acabou eliminado precocemente.

Novamente na Série D, o Alvinegro buscava repetir as boas atuações do ano anterior com o objetivo de buscar o tão sonhado acesso. Depois de um início ruim de Campeonato, veio a dispensa de Léo Condé e a contratação do experiente Ademir Fonseca (campeão mineiro do módulo II, em 2001 pelo Galo) e  de jogadores do interior do Rio de Janeiro. Sob o comando de Ademir, renovaram-se as esperanças para próxima fase da Série D. Porém as atuações não se repetiram e a equipe foi eliminada da competição nacional pelo Uberaba na fase seguinte.

Ano de 2011

Com reforços vindos do interior mineiro e diversas apostas, o Tupi apresentava seu novo time para a temporada de 2011. Três anos seguidos na Série D, o clube contrata Ricardo Drubscky para dar novo rumo ao Carijó. E o trabalho competente de Drubscky levou o Alvinegro à conquista do título de Campeão Brasileiro da Série D de 2011 seria sobre o Santa Cruz, em pleno Estádio Arruda, em Recife, para um público 54.815 pessoas. Vitória Carijó por 2 a 0, selando a principal conquista da história do Tupi, um momento de grande visibilidade nacional para o clube.

Ano de 2012

Passada a euforia do título brasileiro, o Galo Carijó começa o ano de 2012 com muitas expectativas, não só pelas disputas do Campeonato Estadual, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série C, mas pelo centenário celebrado pelo clube. A responsabilidade de comandar o Tupi no ano do centenário seria de Áureo Fortuna, presidente reeleito, em 15 de outubro de 2011. A chapa encabeçada por Áureo,  “Amor Pelo Tupi – Carijó Forte”,recebeu 231 votos (56,48%), contra 176 (43,04%) dados a chapa de oposição “Galo de Briga”, encabeçada por José Luiz Mauler Júnior. Foram registrados ainda um voto em branco (0,24%) e um nulo (0,24%), no total de 409 votantes. O vice-presidente seria Abemar Tadeu Martins Herdy, presidente do conselho deliberativo do clube na época.

Dentro de campo, Alexandre Grasseli era a aposta da diretoria para o Mineiro, mas após três derrotas em três jogos, Grasseli foi dispensado e a volta de Moacir Junior foi oficializada. Pegando o Tupi na lanterna da competição, Moacir conseguiu uma sensacional recuperação e levou o Galo até as semifinais do Campeonato Mineiro. Com dois jogos duríssimos contra o Atlético-MG, a equipe sucumbiu diante do Galo da capital, mas levou o título de campeão mineiro do Interior.

Ano de 2013

Com a manutenção do time campeão do interior e a contratação de alguns reforços pontuais, a expectativa era grande para a Série C. Os sites de aposta indicavam o Tupi como o time favorito a subir para a Série B em 2013. Entretanto, Moacir Jr. não repetiu o feito anterior e foi substituído pelo auxiliar técnico Felipe Surian., que também não apresentou resultados positivos. A direção do Tupi decide trazer para o comando da equipe, o experiente Antônio Carlos Roy, como a última esperança para manter o time na Série C. Apesar dos esforços, a equipe acabou rebaixada para Série D,

Após o frustrante rebaixamento para Série D, o ano de 2013 seria de reconstrução. Nas mãos dos gestores Alberto Simão e Francis Melo, a diretoria aposta novamente em Felipe Surian para comandar a equipe na disputa da Série D do Brasileiro. No Campeonato Mineiro, o Galo até fez uma boa campanha, mas ficou em 5º lugar na primeira fase, ficando a três pontos do Villa Nova, 4º colocado. A equipe ainda disputaria a Copa do Brasil, sendo eliminada logo na primeira fase pelo Luverdense-MT.

Francis Melo deixa a gestão do clube, e Alberto Simão passa a responder sozinho pelo futebol do Carijó, auxiliado por Cloves Santos. Parte da equipe foi mantida, e alguns reforços chegaram para tornar o elenco mais competitivo. O comandante Felipe Surian também permaneceu, sendo o escolhido para buscar mais um acesso.

O Tupi na primeira fase teve uma atuação irrepreensível: em oito jogos foram sete vitórias e uma derrota, se classificando com folga na primeira colocação do Grupo A6, que, além do Tupi, contava com o Resende-RJ, Nova Iguaçu-RJ, Aracruz-ES e Araxá-MG. Na fase seguinte, os carijós enfrentariam a Aparecidense-GO, que se classificou em segundo lugar no Grupo A5. Na primeira partida da fase eliminatória contra os goianos, empate em 1×1, em Aparecida de Goiânia. O jogo de volta seria em Juiz de Fora, e uma simples vitória classificava o time juizforano.

No dia 07 de setembro de 2013, Tupi e Aparecidense entravam em campo para decidirem uma vaga nas quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. A partida transcorria normalmente e muito disputada. Nos momentos finais, o jogo estava empatado em 2 a 2 e o Galo precisava de mais um gol para se classificar. Entretanto, aos 44 minutos do segundo tempo, em um lance confuso na área, a bola sobrou nos pés do artilheiro carijó Ademilson, que na saída do goleiro arrematou para o gol vazio, mas o massagista da Aparecidense, denominado de Esquerdinha, que estava encostado à trave, após atendimento a um jogador da equipe goiana, invade o campo e tira o que seria o gol da classificação do Tupi. E por duas vezes, já que ao tirar deu rebote e em seguida, após conclusão de Henrique, tira a bola novamente.

O lance inesperado causou grande confusão e foi julgado na Justiça Desportiva. No dia 16 de setembro, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva julgou em primeira instância o caso. Na decisão, o tribunal eliminou a Aparecidense da competição, resultado que classificou automaticamente o Galo. O massagista do clube goiano foi punido com 24 jogos de suspensão. No dia 18 de setembro, a Aparecidense recorreu da decisão. O caso foi julgado novamente no dia 26 de setembro, confirmando a exclusão dos goianos e classificação do time de Juiz de Fora às quartas de final da competição por unanimidade. O caso do massagista Esquerdinha, sem dúvida, ficou marcado na história carijó.

Nas quartas de final, o Galo travou uma verdadeira batalha contra o Mixto-MT e com um empate por 1×1, em Cuiabá e uma vitória por 3 a 2, em Juiz de Fora, sacramentou seu retorno para a Série C. Com o objetivo cumprido, a equipe do Tupi enfrentou o Juventude de Caxias do Sul nas semifinais e acabou eliminada com uma derrota de 4 a 0, no Sul, e uma vitória por 1 a 0, em Juiz de Fora.

Ano de 2014

No dia 05 de outubro de outubro de 2013, o Tupi conhecia seu novo presidente. Em eleição com chapa única, Myrian Fortuna, foi eleita presidente do Tupi, tendo como vice Geraldo Magela Tavares, recebendo 138 dos 178 votos registrados na eleição. Com uma nova gestão, o Tupi começa a traçar suas metas para o ano de 2014 e em novembro de 2013 anuncia Wilson Gottardo como novo técnico. A diretoria apresenta novos projetos de marketing, entre eles o de Sócio-Torcedor e o da TV Carijó. Dentro de campo, o clube inicia a disputa do Campeonato Mineiro. Gottardo deixa o time após três jogos e Ludyo Santos assume.

Entre altos e baixos no Campeonato Mineiro, o clube decide por buscar um comandante com maior experiência para reta final do estadual e convoca Paulo Campos, que chegou a ser auxiliar de Wanderley Luxemburgo no Real Madrid, com Ludyo retornando ao posto de auxiliar. O Tupi cresce no momento decisivo. Chega à última rodada precisando de uma simples vitória sobre o Guarani de Divinópolis para alcançar as semifinais. Neste meio tempo, o Galo estrearia com vitória de 2 a 0 e classificação antecipada na Copa do Brasil, diante do Juazeiro na Bahia. O próximo adversário seria o Fluminense, do Rio de Janeiro.

Pela rodada decisiva do Campeonato Estadual, o Tupi sucumbe diante o Guarani e perde por 2 a 1 dentro dos seus domínios, desperdiçando a chance de alcançar mais uma vez a fase decisiva do Campeonato Mineiro. Após a eliminação no Mineiro, Paulo Campos deixa o comando do Galo, que decide trazer um velho conhecido de volta, Léo Condé, que estava na Caldense. A estreia de Léo foi contra o Fluminense, de Fred e companhia, e os tricolores cariocas acabam vencendo o Tupi por 3 a 0 em pleno Estádio Mário Helênio, eliminando assim a partida de volta, como manda o regulamento da competição. Após os fracassos no Campeonato Estadual e na Copa do Brasil, o momento era de se concentrar na disputa da Série C.

Com experiência acumulada e o rebaixamento para Série D ainda vivo, o Tupi, capitaneado pelo gestor de futebol Alberto Simão, se preparou de maneira mais profissional para competição de 2014. Presente no grupo B ao lado de equipes tradicionais como Juventude, Guarani, São Caetano, Mogi Mirim, Macaé, Madureira, Duque de Caxias, Caxias do Sul e Guaratinguetá, o time de Juiz de Fora fez um primeiro turno cheio de altos e baixos. No segundo turno, o Tupi veio com outra postura e assumiu a liderança da chave. Atingiu um expressivo número de treze partidas sem derrotas, se tornando o clube com a maior série invicta do país, contando todas as quatro divisões. Ao término da primeira fase, o Galo se classificaria em primeiro e enfrentaria o quarto colocado do grupo A, que seria o Paysandu/PA. O Tupi estava então a dois jogos do inédito acesso à Série B do futebol brasileiro.

Entretanto, o confronto contra o tradicional “Papão da Curuzu”, como é chamado o Paysandu, não foi como esperado. O Tupi entrou como favorito, mas acabou derrotado nas duas partidas: 2 a 1 em Belém do Pará, e 1 a 0 no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.

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